dezembro 29, 2009

16




Dissimuladas
Elas carregam pedras, muitas pedras.
E não pensam duas vezes antes de atirar.
Há quem diga que carregam só por carregar.
Mentira.
Seu prazer está em perceber o quão grande é seu poder, ao fazer o outro sentir dor.
Algumas vezes as pedras são atiradas contra si, então elas tem prazer e dor ao mesmo tempo.
Uma, das muitas, e formidáveis dores que se começa a sentir nessa época.
O poder lhes inflama o peito.
Quando atingem o alvo tem vontade de gritar, de correr, de pular, mas, ao invés só exibem um sorriso timido, que auxilia na composição da cena.
Há quem olhe e veja uma menina tímida, com medo, envergonhada. Se enganam.
As de 16 são desconcertantes.
Parecendo frágeis agem por instinto, dominam e depois fazem o que quiserem.
Na maioria das vezes querem machucar.
As que não tem 16 não sabem de nada e as que já passaram muito menos (apesar de haver casos em que regridem).

Pseudo Paixão

ka
Bom, não sei bem qual a parte que me cabe neste blog, na verdade acho que não temos parte nenhuma, e ao mesmo tempo temos todas as partes.
Mas euzinha, particularmente, gosto de escrever sobre a vida alheia. Não, não escrevo fofocas, mas gosto de observar o que esta acontecendo com as pessoas a minha volta, e gosto mais ainda de escrever sobre isso.
Também não vou cair no clichê de escrever sobre os bons ou maus presságios deste ano novo, até porque não tenho nenhum. Hoje quero escrever sobre algo mais clichê ainda, o ato de se apaixonar...
Tenho observado que as pessoas estão se apaixonando com uma facilidade tremenda, qualquer ser que desperte o desejo alheio, faz o coração bater mais forte, e pronto, esta feita a tragédia, um paixão arrebatadora toma conta do cidadão(a). E ai serão noites de sonhos tórridos, de sonhar acordado, mas por incrível que pareça, na maioria dos casos, serão noites inteiras empapando o travesseiro de lágrimas.
Sim, as pessoas se apaixonam ou por seres impossíveis, ou por quem não esta nem um pouco afim de se apaixonar por elas. Por conta deste sentimento, que não é na verdade paixão e sim carência, elas perdem seu precioso tempo pensando em alguém que só existe na imaginação delas, fruto da projeção do ideal de amor que cada um traz dentro de si.
A carência esta tomando conta da nossa geração, estamos cada vez mais dependentes uns dos outros, porem, estamos num cabo de guerra entre a independência do outro e a dependência. Somos cada dia mais sozinhos, isolados e desacompanhados, lutando para termos companhia o tempo todo. Somos a verdadeira contradição. Queremos a liberdade, e nos prendemos a sentimentos que nos acorrentam com força bruta, como a “pseudo-paixão”.
Não sou contra nos apaixonarmos, mas ando cada dia mais revendo este conceito, acredito cada dia mais que a paixão não é repentina e precisa ser pensada, ou seja: Esteja disposto a viver intensamente e permita-se apaixonar por apenas um diae acordar no dia seguinte sem esperar nada, ou apaixone-se como se fosse ser eterno, mas veja bem se o objeto de paixão vale realmente a pena mais de um dia dos teus sonhos.
Mesmo querendo viver intensamente, tenha os pés no chão, sempre!Isso evita magoas e sofrimento, e com estes sentimentos negativos, não há quem viva intensamente.
Portanto, apaixone-se como se fosse a ultima vez, mas saiba,lá no fundo do seu coração, que se não der certo milhões de outras vezes a paixão virá.
Kanaan

dezembro 21, 2009





Estou em tempo de não acreditar em nada. Mesmo não sabendo o lugar onde devo chegar, é pra lá que me dirijo como criança aprendendo a andar. Gosto quando a cabeça pára no escuro e fica um pouco vazia, sem pensamentos disparados. Nada de nostalgia ou lágrimas em todas as direções. No final de tudo, a chuva passa e leva com ela os desejos e as vontades impensadas. Sabe, o que eu quero, agora, não existe. Mas, já, já eu saio dos escombros. Deixa clarear o meu céu.