novembro 29, 2010

Carnes expostas


desejosas da furia
carne que clama
face com face
a violência nua
velada
a humilhação
na carne
a dor do sangue
a pulsação contínua
de quem invade
podres carnes expostas
podres dores vãs
fétido sangue em que se esvai

novembro 23, 2010

Despedida

Nada é para sempre. Sempre é um tempo muito longo. Acredito no termo “Para sempre” quando acompanhado de “Enquanto houver vontade”. E a minha vontade de escrever no blogue durou quase um ano. Hoje tenho outras vontades que combinam mais com silêncio do que com palavras. Nada que possa ser textualmente transmissível. Claro que sentirei saudades. Aqui ficam guardados vários avessos meus. Mas é hora de ir embora.

Acredito que o blogue seguirá com as escritas da Dona Jaci (enquanto e quando houver vontade), minha grande amiga, criadora e parceira do Eutimia. E eu continuarei por aqui, mas agora como visitante e leitora. O que me agrada muito neste momento.

Obrigada a todos pela companhia, elogios, críticas e presença durante este tempo.

Um beijo

Josi Puchalski

novembro 19, 2010

(In) Sanidade

“Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante. Se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razão".

novembro 17, 2010

Sobre Almas

As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito, mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama atenção para você mesmo para que você possa mudar sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora.

Elizabeth Gilbert

novembro 16, 2010

Deixar a Vida Levar

Ás vezes a única forma de ser feliz é abandonar o controle.


Não é preciso esquecer
Somente deixar ser
Leve
Não forçar
Permitir ir
Parar e aceitar
E então seguir.

Nem tudo passa, mas uma hora ou outra, tudo acaba se transformando.

Chamado


Era azul. Daquele tipo de azul que tem vontade de ser azul. O cenário ideal para se estar feliz – e eu estava. Tranquila, caminhando pensativa e solitária por aquela praia pequena, naquela areia branquinha e macia, igual a tua pele. Eu curiosa, bisbilhotando os detalhes da paisagem perfeita. Mas o vento daquele novo lugar teimava em trazer um aviso de saudade, uma vontade de repartir aquela ocasião tão minha, contigo. Uma falta de ti, que estava quase perto, mas não exatamente ao meu alcance. Mesmo assim, eu estava em paz. Treinando a habilidade de permanecer serena e quieta comigo mesma. Então lembrei que consigo te fazer presente mesmo quando não estás. Fecho os olhos e pronto: Te tenho do meu lado. Eu internalizei a tua presença e te faço preciso nos momentos mais difíceis e nos mais alegres. E sei sim, que isso é amor (dos mais sinceros e raros) e resolvo apenas deixar ser. Simplesmente assim. Então sigo a caminhar, sorrindo e feliz. Sabe-se lá onde estarei na próxima vez que fechar os olhos, mas carrego a certeza de que posso te chamar e tu virás, como sempre. 

novembro 12, 2010

Caio


Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio de uma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu deus mas como você me dói de vez em quando.

Caio F. Abreu 

novembro 05, 2010

Atrapalhada


Faz assim então... Não me atrapalha que eu já tô toda atrapalhada!