maio 25, 2010

Encanto

Mostrava a alma do avesso e criava fantasias por puro apego às coisas irreais, assim como imaginava a vida mais cintilante quando era inventada. Tinha olhos de algodão doce e boca de cereja, enfeitando a pela branca, harmonizada pelas pintinhas cor de pôr-do-sol. Carregava sonhos na carteira e fantasias nos cabelos birrentos. Saltitava sobre os tropeços, segurando entre os dedos a alma exposta. Encantada com as sensações trocou a dor pelo delírio de sonho, por um luzir de destino que ela mesma faria.


[E tudo o que faria teria cores coloridas]


6 comentários:

Anônimo disse...

Iluminada composição.

Rafael Ayala disse...

E assim sendo eu gostaria muitíssimo de encontrá-la para que pudesse ver de perto tanto encanto.
Queria eu trocar também a dor pelo delírio do sonho e gostaria que outros o fizessem também.

Mas ando tão tanto entre o real e o imaginário que não posso ficar com um só.

Palavras encantadas, bela composição de uma pessoa.
Beijos e abraços!
=]

Joaninha disse...

A doce loucura...Faz falta ser-se, intermitentemente, louco!

Belissimo apontamento.

Ju ♥ disse...

hum, boca de cereja....

Valéria Russo disse...

josi..
vim retribuir sua doce visita NA alcatéia..
Estou aqui tb.
amei este espaço, além de lindo nos tras sensações indefinivéis e maravilhosas.
bjuivos no seu coração.

rafael geremias disse...

Essa lânguida loucura sinestésica reparte-se em milhões de matizes... fora as desavenças da vida, ela tem um encanto impossível de ser destituído.

Como diria Clarice Lispector: a doçura é tanta que faz insuportável cócegas na alma. Viver é mágico e inteiramente inexplicável

Beijo,

Rafa ; *