Mostrava a alma do avesso e criava fantasias por puro apego às coisas irreais, assim como imaginava a vida mais cintilante quando era inventada. Tinha olhos de algodão doce e boca de cereja, enfeitando a pela branca, harmonizada pelas pintinhas cor de pôr-do-sol. Carregava sonhos na carteira e fantasias nos cabelos birrentos. Saltitava sobre os tropeços, segurando entre os dedos a alma exposta. Encantada com as sensações trocou a dor pelo delírio de sonho, por um luzir de destino que ela mesma faria.
[E tudo o que faria teria cores coloridas]
6 comentários:
Iluminada composição.
E assim sendo eu gostaria muitíssimo de encontrá-la para que pudesse ver de perto tanto encanto.
Queria eu trocar também a dor pelo delírio do sonho e gostaria que outros o fizessem também.
Mas ando tão tanto entre o real e o imaginário que não posso ficar com um só.
Palavras encantadas, bela composição de uma pessoa.
Beijos e abraços!
=]
A doce loucura...Faz falta ser-se, intermitentemente, louco!
Belissimo apontamento.
hum, boca de cereja....
josi..
vim retribuir sua doce visita NA alcatéia..
Estou aqui tb.
amei este espaço, além de lindo nos tras sensações indefinivéis e maravilhosas.
bjuivos no seu coração.
Essa lânguida loucura sinestésica reparte-se em milhões de matizes... fora as desavenças da vida, ela tem um encanto impossível de ser destituído.
Como diria Clarice Lispector: a doçura é tanta que faz insuportável cócegas na alma. Viver é mágico e inteiramente inexplicável
Beijo,
Rafa ; *
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