Voltemos a isto, ao cálculo dos danos,
na máquina do mundo, à impotência do riso,
contra tudo o que não sabemos mudar:
a morte, o egoísmo, o levadiço coração humano.
Porque não há mais nada (ok, há o amor – vai-te foder).
E nos negócios da razão, o pessimismo é a moeda do momento.
Regressemos ao ruído, à sombria comissão liquidatária
desta fábrica de trapos coloridos, se não há melhor emprego para a culpa
e os domingos custam dias a passar.
José Miguel Silva

4 comentários:
E na maioria das vezes os danos são irreparáveis.
Bjux
Ao meu ver ninguém deveria jogar sua impotência pessoal sobre os outros. Detesto esse tipo de justificativa dizendo que o mundo é assim.
Saudações.
Cada um pinta o mundo com as cores que escolher...
Belo post!!!
beijo
Adorei vir aqui nesse cantinho. Beijosss
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