agosto 30, 2010

Voltemos a isto


Voltemos a isto, ao cálculo dos danos,
na máquina do mundo, à impotência do riso,
contra tudo o que não sabemos mudar:
a morte, o egoísmo, o levadiço coração humano.
Porque não há mais nada (ok, há o amor – vai-te foder).
E nos negócios da razão, o pessimismo é a moeda do momento.
Regressemos ao ruído, à sombria comissão liquidatária
desta fábrica de trapos coloridos, se não há melhor emprego para a culpa
e os domingos custam dias a passar.

José Miguel Silva

4 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

E na maioria das vezes os danos são irreparáveis.
Bjux

Lis. disse...

Ao meu ver ninguém deveria jogar sua impotência pessoal sobre os outros. Detesto esse tipo de justificativa dizendo que o mundo é assim.

Saudações.

Ju Fuzetto disse...

Cada um pinta o mundo com as cores que escolher...


Belo post!!!

beijo

Carmem Gomes disse...

Adorei vir aqui nesse cantinho. Beijosss