Afinal, como é possível a alma ser sempre igual? E a gente nem quer que seja.
Pela esperança de que um diaQuem sabe...Não seja tão necessário resistir Espero todos os dias por isso.Bjo
Sério? Tu sempre me surpreende!
mas o importante é resistir e insistir.
O SONHO NÃO ACABOUEscrevi um poema na areiaCheio de nuançasE de contratempos,Ora inspirado pelo marOra trazido pelo vento.As ondas rebateramExigindo também o seu lugar,Nem que fosse ao ladoDo ponto máximo do fim.As gaivotas sobrevoaramEm círculos provocantes;Enciumadas de contemplação,Pousaram sobre palavras-chaves,Tornando meus versos incompreensíveis.A noite foi surgindo sem pressa,Permitindo que eu terminasse;Mas a lua, cheia de inveja,Se negou a iluminar.Ela enfeitiçou o marQue sob seu encanto libertou a maré;Enfurecido, eu a agredi em vão...No dia seguinte, cabisbaixo,Retornei à praiaPara ver o que tinha restado:As ondas estavam calmasE as gaivotas sobrevoavam felizes.Caminhei lentamente pela areiaQuando, de súbito, meu olhar se aviltou-Apenas uma frase o mar me deixou:O sonho não acabou.*Agamenon Troyan poeta brasileiro, autor do livro (O Anjo e a Tempestade)
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4 comentários:
Pela esperança de que um dia
Quem sabe...
Não seja tão necessário resistir
Espero todos os dias por isso.
Bjo
Sério? Tu sempre me surpreende!
mas o importante é resistir e insistir.
O SONHO NÃO ACABOU
Escrevi um poema na areia
Cheio de nuanças
E de contratempos,
Ora inspirado pelo mar
Ora trazido pelo vento.
As ondas rebateram
Exigindo também o seu lugar,
Nem que fosse ao lado
Do ponto máximo do fim.
As gaivotas sobrevoaram
Em círculos provocantes;
Enciumadas de contemplação,
Pousaram sobre palavras-chaves,
Tornando meus versos incompreensíveis.
A noite foi surgindo sem pressa,
Permitindo que eu terminasse;
Mas a lua, cheia de inveja,
Se negou a iluminar.
Ela enfeitiçou o mar
Que sob seu encanto libertou a maré;
Enfurecido, eu a agredi em vão...
No dia seguinte, cabisbaixo,
Retornei à praia
Para ver o que tinha restado:
As ondas estavam calmas
E as gaivotas sobrevoavam felizes.
Caminhei lentamente pela areia
Quando, de súbito, meu olhar se aviltou
-Apenas uma frase o mar me deixou:
O sonho não acabou.
*Agamenon Troyan poeta brasileiro, autor do livro (O Anjo e a Tempestade)
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