agosto 29, 2010

Pés molhados

O medo que se sentia no início era até bonito
O belo medo de ousar abrir os olhos ao inexplicável
Ao incontrolável

A primavera se anuncia
As abelhas beijam
As primeiras flores rosas
Na frondosa paineira

A cena do nosso jardim
Lembra a estação que tudo renasce
Faz com que ele lembre
Dos cabelos negros
E os olhos arredios
Contrastando com a maneira de lhe fazer rir
Nas florestas e cachoeiras e rios
Por onde andavam
Procurando naturezas
Botânica, encantos e palavras

E agora a primavera renasce
A vida desabrocha novamente
Porém ela nem vê
Há momentos em que nada importa
Se a primavera não vier de dentro
Mas isso o homem do campo não imagina
Pois se os botões já estão abertos
Ele já pode os oferecer

5 comentários:

ErikaH Azzevedo disse...

Muitas vezes nessa primavera que vem de dentro é um outro alguém que vem e nos faz desabrochar.

Bonito o poema,primaverás sim,e terás cheiro de flor a sair de ti.

Um bjo

Erikah

Janice Coelho disse...

Há momentos em que nada importa
Se a primavera não vier de dentro

ADOREI,muito lindo!

Déia disse...

Cedo ou tarde, ela vem!

Bj

Ian Welden disse...

A vegades et deijas emportar con lagua dun río.

y de pronto recuerdas que las manos frágiles tienen el timón a dos pasos.

Pienso que la primavera es un acto de entrega de la tierra.

Hermoso poema.

Ian.

Anônimo disse...

"Há momentos em que nada importa
Se a primavera não vier de dentro"

Muito bom.