outubro 26, 2011

Dois (um texto de gaveta)

Ele ainda tinha a cara de sono de sempre e aquele jeito engraçado que acalmava o jeito dela, que era meio enjoado de tudo. Depois te tantas mudanças, eles estavam ali. Ele perguntava se ela estava bem e ela perguntava se ele estava dormindo direito. Os dois ainda sorriam juntos, bebiam vinho e eram felizes naquele mesmo apartamento, porém, de uma forma diferente.  Sobrou o mais importante. Os dois sabiam que poderiam contar sempre um com o outro. Ela sabia que se chamasse por ele, ele viria. Ele sabia que se precisasse de algo, a qualquer hora, ela estaria lá. Não existia nenhuma segunda, ou terceira intenção. Existia sim, a primeira e a melhor intenção que era o carinho. Então ele foi embora, ela fechou a porta, subiu as escadas, acendeu um cigarro, bebeu o resto do vinho e pensou que estava feliz em vê-lo novamente, naquele mesmo sofá amarelo, com a mesma risada de antes.

Parte de um texto escrito em 2008, guardado nas boas lembranças. :-)

4 comentários:

Janice Coelho disse...

Bonito. Mas me deixou triste.

"Todo grande amor, só é bem grande se for triste"

Carina Rocha disse...

Excelente texto! Concordo!

mfc disse...

Esta é a nostalgia das coisas boas que nunca acontecem senão quando nos pomos a sonhar!
Um belíssimo texto.

Anônimo disse...

lindooo. cheio de carinho.