outubro 02, 2011

Encontro de 4º ato

Amanhã espero por você
Pra falarmos tudo aquilo
Em que eu não acredito

E sempre acabo voltando
De novo
De novo
Voltando outra vez

Nos veremos ao entardecer
Pra guardar à pouca luz
Mágoas, desejos, ódio e paixão

Tentaremos desfazer
Mas eu não acredito em você

Vamos fingir
Que ninguém mais vai partir
Por uma noite
Por todas as outras
Pro resto da vida

Só não esqueça
Eu não acredito em você

Amanhã te espero
Roupa velha, champagne francês
Até amanhecer

Nunca acreditei em você

Cartas fora do castelo
Brilhando ao sol
Mentirosos sentimentos
Molhados de tempestade

Do meu lugar
Dou adeus
Apague as luzes
Não leve a chave

Mismo acá
Donde no creo
Con la puerta cerrada
Cuando quieras
Estás adentro

4 comentários:

Anônimo disse...

A gente só acredita no que vê.

Agora acreditou... disse...

Eu já acreditei em tantas coisas...
Mas nunca fui amada por quem
admirasse os meus defeitos.

mfc disse...

Da necessidade de se continuar a acreditar mesmo em tudo em que se não acredita!
Que forma de dizer lindamente esta contradição permanente...!

Maxwell Soares disse...

"Mismo acá (...) Con la puerta cerrada". Me ha gustado de tu poesia. A melhor maneira de não sofrer é não amar. Mas como somos bichos do mato não dá pra ficar sem ter a quem caçar ou, melhor, quando somos caçados. A paixão é uma armadilha. Ela nos envolve sem nos darmos conta... Bela poesia. Também amo escrever poesias. Tenho algumas lá... Um abraço